Noite muito louca. Pessoas se divertindo loucamente.
Fui sozinho. Fiquei sozinho e voltei sozinho.
Muitos conhecidos ao meu lado. Nada a compartilhar.
Espremido entre eles, eu ouvia. Me emocionava. Cantava.
Não importava mais.
Não queria mais o reconhecimento deles. Queria minha diversão de volta.
Escondi-me atrás de uma lata de cerveja e pulei na multidão. Putaria.
Alegria desvairada, desmedida. Fugaz.
Interrompi a baderna para ir ao banheiro. Silêncio.
Aquele barulhinho na água e lá vamos nós de novo para a solidão. Balança pra cá, balança pra lá e, tchum!
Nada a compartilhar novamente. Muitos rostos, muitos sorrisos, muitos, muitos. E nada.
Nem um minuto de atenção senão aquele. Aquela conversa rápida, interessantemente desinteressada, como esse adjetivo maquiado que acabou de passar por aqui.
Meio quilograma de compartilhamento. Luz no fim do túnel?
Sei lá.
Depois, minha companhia. Ah, doce companhia. Sem a solidão espremida dos outros, aquele conforto. Calmaria. Tranquilidade.
Aquilo era mais divertido que cinema, hein?!
Muito mais.
Do café à cerveja foram breves palavras, alguns sorrisos e um pouco de gentileza.
Três estranhos. Muito a compartilhar.
01/07/2010
na noite
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